Movimento hip-hop reclama de preconceito
O funcionário público José Fábio Leite de Souza, 34 anos, já teve passagem pela polícia e se envolveu com drogas. Hoje, casado, dois filhos, líder maior do movimento hip-hop de Rolândia, Mano Fabião quer ser exemplo para os mais novos. ''Foi o hip-hop quem me salvou, não foi igreja e nem religião. O hip-hop tem uma valor social muito grande, mas temos sofrido muito preconceito da sociedade, principalmente depois de tudo isso que aconteceu'', afirmou Fabião, proprietário de uma loja que vende produtos de hip-hop e CDs de rap.
Fabião lamenta que os assaltos praticados pelos Manos do Mal tenham arranhado ainda mais a imagem do movimento. Ele também admite que alguns integrantes do grupo de assaltantes podem ter comprado roupas em sua loja. ''Isso não temos como impedir''. ''Senti que o preconceito cresceu após essa história ganhar a cidade. Trabalho com pinturas de placas de sinalização, e percebi algumas vezes as pessoas olhando torto para quem usa boné ou calça larga. O visual não representa o comportamento das pessoas'', argumentou.
Segundo ele, até mesmo a polícia teria alterado sua forma de agir com adolescente e jovens adeptos do hip-hop. ''Estamos sofrendo represálias. Eles chegam batendo mesmo, agindo com muita força e truculência'', disparou.
Para tentar amenizar a repercussão, Fabião organizou uma reunião com representantes do Conselho de Segurança, PM, imprensa local e grupo de mães da vítimas. ''Tentamos esclarecer a situação e mostrar que não temos relação com esses crimes''. (G.G)





