Movimento em hospitais é intenso
Movimento em hospitais é intenso
José SuassunaFachada da Santa Casa de Misericórdia de Paranaguá. Hospitais do litoral sofrem com o aumento da populaçãoO movimento de turistas nos hospitais do litoral é intenso durante todo o período de temporada, principalmente nos finais de semana. Em Matinhos, os principais atendimentos são relativos a dores de ouvido, cortes e ferimentos no corpo. Segundo a secretária municipal da Saúde, Denise Iwamura, chegam a se formar filas em alguns finais de semana. Principalmente no período da manhã e no final do dia. Um atendimento pode demorar até uma hora.
Desde o início da temporada, o Hospital de Matinhos já registrou mais de 6 mil atendimentos uma média de 100 diariamente. Nesta época do ano é comum registrar pessoas com problemas de infecção respiratória, principalmente crianças, declara o médico Sérgio Schneider. De acordo com ele, a maioria dos pacientes de municípios vizinhos acaba tendo que ser atendida no hospital por falta de condições e estrutura de saúde. Recebemos pacientes de todos os lugares do litoral. O movimento é intenso. Precisamos melhorar o sistema de saúde do litoral. Isto é um transtorno para os próprios pacientes, afirma.
Para garantir o atendimento aos pacientes, os finais de semana têm plantão reforçado. Quinze médicos de diversas especialidades ficam à disposição dos veranistas.
Na Santa Casa de Misericórdia de Paranaguá o movimento também é intenso. Cerca de 95% dos atendimentos realizados são pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a tabela não é reajustada há cinco anos. Estamos tentando manter o hospital com qualidade, mas temos muitas dificuldades, diz Henrique Chaves, provedor. Apenas as cirurgias de emergência são realizadas. As eletivas foram suspensas por falta de recursos. Temos que nos adequar às necessidades emergencias, justifica. Mesmo com as dificuldades, Chaves garante que não enfrentou falta de medicamentos. Pelo menos, por enquanto. Não temos estoques, mas fazemos o possível para repor os medicamentos que faltam, afirma.
A Santa Casa atendeu no mês de dezembro cerca de 13 mil pessoas, um índice 30% maior do que no ano passado. Os principais atendimentos são de acidentes, atropelamentos, convulsões e hipertensão. Em casos de enfermidades especiais com necessidade de tomografias, ressonância magnética ou mamografia os pacientes são encaminhados para Curitiba. (L.P.)





