Movimento cresceu, mas estradas não mudaram
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 1997
Da Sucursal 
Para o motorista do caminhão Volvo, Antônio Carlos Fonzar, 43 anos, e, segundo ele próprio,22 de estrada, as rodovias são as mesmas há muitos anos. O número de caminhões e carros duplicou e as estradas ficaram na mesma. Tem muito lugar perigoso de passar, com buraco e pouca sinalização mas tem muito motorista imprudente também, assegurou.
Fonzar explica que a sobrecarga que os caminhões costumam carregar também reforça esses problemas nas rodovias. Os caminhões de três eixos podem passar nas balanças com até 45 toneladas mas para aproveitar a viagem e também pelo custo do frete, o pessoal carrega mais de 55 toneladas e desvia das balanças, conta ele.
Segundo o gerente comercial da Volvo, Celso Carvalho, no Brasil os caminhões são fabricados com suspensão reforçada que encarecem o preço final. As condições das estradas exigem que as estruturas dos caminhões sejam reforçadas. Isso é ruim porque com caminhões mais pesados a quantidade de carga fica menor. De acordo com ele, estradas melhores poderão diminuir o preço dos caminhões.
O consumo de combustível nas estradas brasileiras também é bem mais alto do que em países com estradas conservadas e em boas condições. Da mesma forma a substituição de peças precisa ser feita com maior frequência, explica Carvalho.
Atendendo às necessidades do mercado, a nova linha da Volvo conta agora com o interior da cabine totalmente novo, com uma cama maior, coluna de direção e volante ajustável. A caixa de câmbio também é nova, tornando mais confortável as trocas de marchas. As engrenagens mais largas e robustas projetadas para suportar maior torque e prolongar a vida útil do veículo.


