Movimento constante na oficina
Gervásio Gonzales tem 76 anos e desde os 13 trabalha no conserto e manutenção de máquinas de escrever. Durante este tempo ele afirma já ter consertado milhares delas e garante que o movimento não caiu na oficina. ''Muita gente ainda usa as máquinas. Escritórios, transportadoras e pessoas de mais idade são meus principais clientes'', disse.
Ele destaca que com os computadores mais acessíveis, muitas pessoas substituíram a máquina de escrever. ''Tenho um cliente que comprou computadores e me deu suas duas máquinas. Ainda tentei convencê-lo a ficar com pelo menos uma delas, mas ele insistiu. Cerca de dois meses depois ele apareceu na loja querendo comprar uma máquina de volta, disse que não tinha acostumado com o computador'', lembrou.
Gervásio garante que não troca as máquinas por um computador. ''Enquanto o computador fica carregando a programação para ligar eu já datilografei muita coisa na máquina. É muito mais prática'', defendeu. ''As pessoas pensam que o computador vai resolver tudo mas não é bem assim. Um computador comprado há dez anos já não serve para nada. Uma máquina com dez anos de uso ainda está muito boa e sempre será a mesma'', acrescentou. (M.A)





