Movimento cobra do MP apuração rigorosa de crimes
Movimento cobra
do MP apuração
rigorosa de crimes
De Curitiba
Representantes do Movimento em Defesa do Povo do Paraná estiveram ontem no Ministério Público, em Curitiba, para pedir a apuração rigorosa do crime organizado e o narcotráfico no Estado e a punição de todos os envolvidos, pricipalmente autoridades. O Paraná vive um sentimento generalizado de impunidade, disse Roberto Baggio, coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma das 36 entidades que assinam o manifesto aprovado durante a criação do movimento, no último dia 31 de março, na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O advogado Gilson Barbieri, tesoureiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Curitiba, lembrou que a maior parte dos acusados de envolvimento com o crime organizado na CPI do Narcotráfico conseguiu habeas-corpus e está livre.
O procurador geral da Justiça, Marco Antonio Teixeira, explicou que os habeas-corpus não foram sugeridos pelo Ministério Público. Não conseguimos fazer os processos no prazo previsto pelas prisões temporárias decretadas pela Justiça. Estamos investigando todos os fatos e não nos omitiremos.
O coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Darci Frigo, lembrou das injustiças que ocorreram no campo e da violência com os sem-terra. Temos que garantir ainda a livre manifestação popular. Não podemos admitir que os policiais sejam orientados a lutar contra os movimentos sociais, declarou ele. Segundo dom Ladislau Biernaski, bispo auxiliar de Curitiba, as manifestações são sempre truculentas e isto deveria deixar de acontecer. (L.P.)





