Movimento cai 20% no estacionamento
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de julho de 1998
Adriana Ribeiro 
Três dias foram suficientes para que o Shopping Mueller, em Curitiba, confirmasse que seu estacionamento estava sendo invadido por penetras. Desde que o estabelecimento passou a cobrar das pessoas que pretendem estacionar no local, na última segunda-feira, houve uma redução de aproximadamente 20% no número de carros ocupando as 1.200 vagas existentes. Mas este não é um problema apenas do Mueller, o shopping mais antigo da cidade. Há dois anos, o Água Verde também teve que adotar a mesma medida, para garantir vagas aos clientes.
O gerente do estacionamento do Shopping Mueller, Wilson de Oliveira Mohr, diz que a redução do número de veículos pode parecer pequena, mas é notável o aumento da rotatividade. Antes havia motoristas que chegavam aqui às 10 horas e só saíam às 18 horas. Hoje a média de tempo está sendo de duas horas, comenta.
Com o número menor de carros no estacionamento, o shopping deixou de usar um de seus três pavimentos de garagem. Embora a facilidade de encontrar vagas tenha sido percebida pelos consumidores, muitos não gostaram da idéia de ter que pagar para estacionar. A medida é ruim. Acho que deveria ser encontrada uma forma de não cobrar das pessoas que fazem compras, diz a professora Vera Caldeiras, 48 anos. A secretária Cristina Companhoni, 24 anos, também preferia não pagar. A maioria dos shoppings não cobra, por que aqui tem que ser assim?, comenta.
A universitária Juliana Schiavina não tem a mesma opinião. Segundo ela, além de liberar vagas, a medida traz benefícios para o próprio shopping, que poderia perder clientes por causa dos congestionamentos.
O Shopping Água Verde também teve que buscar uma solução para afugentar os motoristas que deixavam seus carros ali para ir a outros estabelecimentos. Há dois anos passou a cobrar R$ 1,50 dos clientes que ficam no shopping por mais de duas horas.
O mesmo problema ainda não foi percebido no Shopping Crystal Plaza, que possui 600 vagas. Mas a arquiteta Patrícia Ribas, da assistência técnica aos lojistas, diz que já se cogitou a possibilidade de cobrar pelo serviço. Com 1.500 vagas, o Shopping Curitiba não está preocupado com o uso de seu estacionamento.


