O Sindicato das Indústrias de Móveis (Sima) de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) recebeu ontem uma verba de R$ 25 mil, liberada pelo Ministério do Meio Ambiente. O cheque, entregue pelo deputado federal Alex Canziani, será destinado à elaboração do projeto, visando a implantação de uma usina de reciclagem dos resíduos sólidos das indústrias moveleiras.
No projeto, que está sendo executado pelo engenheiro agrônomo Erickson Kemmer, cedido pela Emater, o Sima irá investir mais R$ 75 mil. O investimento total, para instalar a usina, será de R$ 1,5 milhão, cotizados entre os moveleiros através de consórcio.
A obra, conforme anunciou o presidente do Sima, Sebastião Antônio Batista, terá início em fevereiro de 2001, numa área de três alqueires, situada na zona rural próxima ao parque industrial.
Várias indústrias foram multadas este ano pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por depositar num lixo clandestino e vários tipos de materiais sólidos. Os resíduos da indústria moveleira estavam em combustão permanente, exalando gases tóxicos e causando danos à saúde de moradores próximos.
Com a intervenção do IAP, o lixão clandestino foi interditado e, através de um acordo, o município cedeu um novo terreno para que as empresas depositassem lixo industrial provisoriamente. O acordo teve a anuência do IAP e a validade termina em dezembro.
O projeto do Sima está sendo desenvolvido de acordo com o modelo de uma usina de recilagem de resíduos sólidos, que já funciona há três anos em Bento Gonçalves (RS). O engenheiro Erickson Kemmer explicou, porém, que o projeto de Arapongas será mais abrangente, voltado para o reaproveitamento de materiais. ‘‘Quase 98% do lixo destas indústrias pode ser reaproveitado de alguma forma, apenas os restos de tinta, verniz e graxa, que não podem ser reciclados, serão acondicionados em depósito especial’’, disse.
Segundo José Carlos Pontalti, secretário executivo do Sima, Arapongas concentra 150 indústrias de móveis que têm custo de R$ 150 mil para desfazer-se de lixo. ‘‘Com a usina de reciclagem, as indústrias pretendem zerar os custos com a destinação final do lixo e ainda agregar valores, com o reaproveitamento de alguns materiais’’, informou. Pontalti acrescenta que existem várias alternativas de reciclar e produzir material energético, principalmente para alimentar caldeiras.

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