Moura pagou dívida para evitar prisão
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sábado, 04 de julho de 1998
Dimitri do Valle 
O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Nilo Rolim de Moura, garantiu ontem que efetuou o depósito determinado pela Justiça do Trabalho para não ser preso. Moura teve a prisão decretada na sexta-feira pelo juiz Paulo Henrique Kretzschmar e Conti, da Secretaria Integrada de Execuções da Justiça do Trabalho. Não houve mandado de prisão, disse Moura. O magistrado considerou que Moura não depositou os R$ 45.622,50 referentes a participação da FPF na renda do clássico Atletiba do dia 11 de junho. O dinheiro seria penhorado para pagar parte de uma dívida trabalhista.
O presidente da federação é acusado de se recusar a entregar o dinheiro solicitado pela Justiça para o pagamento de uma parcela da dívida que chega a R$ 148.759,39. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Moura efetuou depósito de R$ 22.811,25, mas deixou de demonstrar o destino do restante.
Onaireves Moura disse que seu advogado protocolou ofício na sexta-feira informando o depósito de R$ 23.024,71 na agência da Caixa Econômica Federal (CEF) que fica no prédio da Justiça do Trabalho. Moura alegou que essa quantia se somou aos R$ 22.811,25 já depositados para atender a determinação da Justiça na penhora da parte da federação no clássico Atletiba. O depósito de ontem à tarde só foi providenciado, segundo Moura, porque até às 14 horas o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não havia julgado o habeas-corpus impetrado para evitar sua prisão.
A assessoria jurídica do presidente da federação estuda a formulação de ações com a finalidade de executar a penhora parcial das participações da federação nas rendas. Vamos entrar com medida judicial para que as penhoras da Justiça fiquem estabelecidas até determinado percentual, afirmou. Caso contrário, Moura diz que ficará impossível administrar a federação e pagar em dia os funcionários.


