Os taxistas e mototaxistas se reuniram ontem para protestar contra a morte de Nelson Paião. Mais de 100 carros e motos saíram do Cemitério Jardim da Saudade (zona norte) em carreata e percorreram as principais ruas e avenidas de Londrina. Em seguida se concentraram em frente à 10 Subdivisão Policial (centro).
Os taxistas fizeram um buzinaço. Em frente à subdivisão eles pediram justiça e mais agilidade da polícia para atender aos chamados dos taxistas. O presidente do Sindicato dos Taxistas, Antonio Pereira da Silva, disse que não basta abordar os motoristas. ''Tem que abordar e desarmar. Se não tiver arma não tem assalto. A polícia tem que cumprir o papel dela, abordar todo mundo e desarmar'', reclamou
Cerca de 250 pessoas compareceram ao enterro, marcado por muita comoção. Muitos taxistas reclamavam da falta de segurança para trabalhar. A família estava bastante abalada. A mulher de Nelson, Maria Aparecida, estava desesperada e teve que ser amparada por familiares durante todo o cortejo. Após o sepultamento ela teve que ser carregada por se recusar a sair de perto da sepultura. ''Por que aconteceu isso? Ele saiu de casa para trabalhar e nunca mais vai voltar. Como eu vou ficar agora?'', dizia.
Em menos de um ano esta é segunda morte violenta de taxistas na cidade. Em agosto do ano passado o taxista Nelson Donizete Lopes, 38 anos, morreu com um tiro no peito. A polícia ainda não concluiu o inquérito. O delegado-operacional Márcio Amaro, disse que exames comprovaram que o tiro foi disparado pela arma do taxista. ''A nossa suspeita é que tenha sido suicídio. Nada foi roubado e o carro e arma estavam no local.''

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