Mototaxistas são flagrados em blitze
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Uma operação em parceria entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Guarda Municipal (GM) e a Polícia Militar (PM) registrou 65 autos de infração nas ruas de Londrina nos últimos dois dias. Ao todo, 33 motos e quatro carros foram apreendidos. Mais uma vez, o alvo principal foram os mototaxistas irregulares. Nas 12 centrais vistoriadas, seis autos de infração foram lavrados e uma central na Avenida Rio Branco (zona norte) foi multada com base na Lei Cidade Limpa. A fiscalização sobre centrais e trabalhadores começou a ser intensificada no município neste mês.
De acordo com o diretor de Trânsito da CMTU, Arnaldo Sebastião, mais 10 multas de trânsito foram aplicadas nas ruas, cinco deles por transporte irregular de passageiros. Os outros casos se referem a equipamentos fora da norma e falta de documentação. "Depois que fazemos as primeiras abordagens nos pontos, eles se comunicam e os mototaxistas se dispersam. Por isso a importância das blitze nas ruas", explicou.
A Central de Mototáxi Fernandes, na Avenida Dez de Dezembro (área central), que havia sido fechada na última fiscalização há cinco dias por falta de alvará estava de portas abertas na tarde de ontem. O proprietário Leandro Fernandes da Silva disse que pagou as taxas de licença que estavam atrasadas e pôde reabrir. Na CMTU, o coordenador de Transportes Comerciais, José Carlos da Silva, disse que não havia documentação que autorizava o funcionamento da central. "Atualmente, são 60 centrais autorizadas, e não temos nenhum cadastro daquela empresa". Atualmente, 345 mototaxistas estão cadastrados junto à CMTU.
No setor de Fiscalização da Secretaria de Gestão Pública, o técnico Nelson Sanches disse que a prefeitura está concluindo o processo de recadastramento de todos as centrais e mototaxistas e que não poderia responder se o Mototáxi Fernandes havia se regularizado. Silva reclamou da burocracia para cadastrar os profissionais. "Mototáxi é serviço de alta rotatividade, se a pessoa consegue um emprego melhor deixa o posto e temos que contratar outro. Para a regularização deste novo empregado são mais seis meses", expôs.
Sebastião ressalta que todas as medidas tomadas são para garantir maior segurança no trânsito e diminuir os expressivos números de mortes. "A primeira coisa que temos que levar em conta é poupar vidas." Segundo ele, quem reincidir e mantiver as centrais abertas irregularmente após o fechamento corre o risco de ser preso.
O mototaxista que tem a intenção de se regularizar deve frequentar curso específico em autoescola, com aulas práticas e teóricas. Após aprovado, receberá uma nova habilitação. Esse e outros documentos são exigidos pela CMTU. O órgão fará a análise e solicita o alvará à prefeitura.


