Mototaxistas protestam contra falta de segurança
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quarta-feira, 30 de abril de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Um grupo de mototaxistas realizou ontem um protesto em frente ao Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi), em Londrina. Os mototaxistas decidiram realizar a manifestação depois que foram informados de que a menor G.K.F.T., 15 anos, seria liberada. A adolescente é acusada de ter participado do assalto em que o também mototaxista Luis Antônio Jorge, 47 anos, foi ferido por um disparo na região do abdômen. O crime aconteceu na madrugada de anteontem, no Jardim Santa Joana (zona sul). Até a noite de ontem, G.K. continuava detida no Ciaadi.
A presidente da Associação dos Mototaxistas de Londrina, Edimara Adolfo Oliveira, afirmou que a agressão praticada contra Luis Antônio deixou todos revoltados. Ela acrescentou que a categoria e a família esperam que a menor permaneça presa até que os demais acusados de praticarem o assalto sejam detidos. ''Nós queremos apenas que seja feita justiça. Ela não pode ser liberada e ficar impune'', ressaltou.
O irmão da vítima, José Roberto Jorge, também trabalha como mototaxista e reclama da falta de segurança. Ele afirmou que uma média de três mototaxistas são assaltados todas as semanas em Londrina. ''Precisamos de segurança para trabalhar. Os assaltos estão se tornando normais'', completou.
Enquanto os mototaxistas protestavam, a polícia continuava investigando a tentativa de homicídio. No final da manhã de ontem, o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Luiz Barroso, recebeu uma ligação telefônica de um menor, que lhe informou do local onde estava a moto Honda Titan, placa AHV-5860, roubada de Luis Antônio. A moto foi encontrada em um barraco abandonado no Jardim União da Vitória VI (zona sul).
Segundo o delegado, o menor disse que não participou do assalto e que somente levou a moto até o barraco. Ele delatou o nome dos outros dois menores que participaram do crime. Barroso esteve na casa dos acusados durante a tarde, mas não os encontrou. Ele deverá esperar a vítima deixar a Santa Casa, onde continua internada, para que seja feito o reconhecimento. Conforme o delegado, os quatro menores envolvidos no caso têm passagem pelo Ciaadi.


