Paulo Pegoraro
De Cascavel
Mototaxistas de Cascavel acampados desde o início da semana na frente da prefeitura, disseram ontem que, além de greve de fome que podem iniciar, podem também levar suas famílias para o local, em tentativa de sensibilizar autoridades políticas para a liberação do transporte de passageiros em motocicletas. O Município sustenta que o assunto é de competência federal, argumentação não aceita pelos mototaxistas, que alegam não haver qualquer restrição na Constituição e no Código Brasileiro de Trânsito.
Ontem à noite, deveria ser servido um risoto nas barracas (improvisadas com lona plástica), marcando o início da greve de fome e a chegada de mulheres e crianças para ‘‘engrossar’’ o acampamento. Juarez Rodrigues, presidente da associação dos trabalhadores, disse que não há alternativa. ‘‘Não nos deixam outra saída a não ser aprofundar o protesto, porque a prefeitura não toma a iniciativa de discutir uma lei municipal, e a Câmara de Vereadores mantém engavetado há vários meses projeto neste sentido’’, argumentou.
Outra iniciativa é o envio de correspondência a deputados federais para que apressem a votação de projeto já apresentado na Câmara que regulamenta o mototáxi.

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