O mototaxista Walter Guimarães - que representa o Sindicato dos Mototáxis do Paraná - participou na tarde de ontem da sessão da Câmara de Londrina. Ele pediu aos vereadores que mudem a posição tomada no final do ano passado, discutam novo projeto de lei e aprovem a regulamentação da prestação deste serviço de transporte de passageiros na Cidade.
Atualmente, este serviço é ilegal, por força de uma lei municipal - de autoria do vereador Salvador Francisco (PSDB) - aprovada em 97. Apenas três empresas de mototáxi - Lindóia, Solução e Zona Norte - podem continuar funcionando legalmente, amparadas por autorizações obtidas na Justiça através de liminar. Cerca de 80 empresas, no entanto, prosseguem operando no setor.
Na tentativa de sensibilizar os vereadores, Guimarães apresentou números sobre a possível criação de empregos com o ramo de atividade. Segundo ele, as empresas em atividade empregam hoje aproximadamente 800 pessoas. ‘‘São pais de família que estavam desempregados havia meses, em consequência da recessão por que passa o País. E muitos outros empregos ainda podem ser criados no setor. Para isso, é necessária a regulamentação da nossa atividade’’, afirma Walter Guimarães.
Segundo ele, cerca de 10 mil empregos de mototaxistas - que recebem salários próximos a R$ 600,00 mensais - poderiam ser criados em todo o Paraná. Guimarães afirma que nas cidades onde o serviço foi regulamentado - como em Apucarana, há sete meses - o mototáxi funciona muito bem e sem problemas de segurança para os passageiros. ‘‘A regulamentação deve vir seguida de uma fiscalização rigorosa das condições de segurança do meio de transporte’’, diz Guimarães.
Em Londrina, a regulamentação do serviço sofreu grande oposição da Associação dos Taxistas, que teriam perdido aproximadamente 40% dos clientes para os mototaxistas. Apesar do desconforto - principalmente em dias chuvosos e frios - e do risco de acidente com consequências mais graves, os passageiros estariam preferindo o novo transporte por causa do preço. Uma corrida de mototáxi, para qualquer ponto da Cidade, custa R$ 2,00 durante o dia e R$ 3,00 à noite.
O vereador Salvador Francisco considera muito difícil que os vereadores mudem de posição e regulamentem o serviço. ‘‘Não dá para resolver esta questão de maneira isolada, em cada município, se existe um legislação federal, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), proibindo este tipo de transporte de passageiros’’, comenta.

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