No caso de uma greve, uma opção de transporte para alguns usuários dos ônibus seria o mototáxi. No entanto, a presidente da Associação dos Mototaxistas de Londrina, Edmara Oliveira, acha que o serviço não conseguiria absorver a demanda criada por uma paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus. ‘‘Seria muito complicado conseguir atender todo mundo no caso de uma greve dos ônibus; muita gente perderia horário e ficaria a pé mesmo’’, prevê Edmara.
Ela descartou também a possibilidade de que os mototaxistas aceitem passes de ônibus como pagamento das corridas. ‘‘A gente não tem como transformar esses passes em dinheiro. Só uma minoria aceita passes e mesmo assim, numa emergência’’, afirmou. Londrina tem atualmente 800 mototaxistas. Eles cobram R$ 0,20 por km rodado. Uma corrida da zona norte até o centro custa, em média, R$ 3,00.

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