Mototaxistas fazem passeata em Foz
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sábado, 13 de dezembro de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
Ney de SouzaTentativa de acordoOs manifestantes conseguiram marcar uma reunião com o prefeito Harry Daijó para segunda-feira Cerca de 100 mototaxistas de Foz do Iguaçu fizeram ontem uma passeata em protesto contra a decisão da prefeitura de fechar todas as empresas do setor que operam na cidade. As empresas estavam funcionando clandestinamente desde que a Câmara Municipal derrubou o projeto de lei que regulamentava o serviço. O projeto foi barrado com base em pareceres do Departamento Nacional de Trânsito (Detran).
Desde quinta-feira, a prefeitura já lacrou cinco empresas e promete fechar outras seis até a próxima semana. Para fazer esse serviço, os fiscais do Departamento Rodoviário Municipal (DRM) estão contando com ajuda da Polícia Militar e da Guarda Municipal. As empresas que tiveram as portas lacradas entraram na Justiça para obter liminar para funcionar. Porém, até ontem à tarde, nenhum juiz havia analisado o pedido dos empresários.
Com a passeata, as empresas queriam forçar um acordo com o prefeito Harry Daijó (PPB). Foram informados pelo secretário de governo Paulo Ynoue que o prefeito não poderia atendê-los porque estava em uma reunião com o diretor-presidente da Itaipu Euclides Scalco. Mesmo assim, o gabinete marcou uma audiência entre os representantes das empresas e Daijó para segunda-feira.
O prefeito está sensível ao problema, mas a legalização do serviço não depende dele. Nossa orientação é que eles tentem uma liminar na Justiça e, se conseguir, a prefeitura não deverá intervir, disse o assessor de gabinete Alcides Paz. Mesmo com a audiência marcada, a prefeitura informou que o serviço continua proibido na cidade.
Durante o protesto, a procuradoria-geral do município manteve a decisão de continuar proibindo o serviço. Apesar de operar clandestinamente, as empresas funcionam em várias salas comerciais com letreiros na fachada. A Folha apurou que os motoqueiros estão agenciando passageiros na rua e não estão usando os coletes de identificação.
Os mototaxistas estão orientando os passageiros para, em caso de abordagem, dizer que não se trata de uma corrida de mototáxi, mas de uma carona entre amigos. O sistema, segundo as 11 empresas, emprega 150 pessoas, entre motoqueiros e atendentes.
Uma corrida de mototáxi custa entre R$ 1,00 e R$ 3,00, dependendo do trajeto. As viagens de táxi em Foz custam hoje, no mínimo, R$ 7,00. A tarifa do transporte coletivo é de R$ 0,65.


