Mototaxistas cobram fiscalização da CMTU
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sábado, 15 de janeiro de 2005
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Desrespeitados. É assim que os mototaxistas londrinenses que pagam o alvará de licença e obedecem as normas para fazerem o trasporte de passageiros afirmam se sentir ao verem circular pelas ruas companheiros que não estão nem aí para a legislação. Os mototaxistas cobram fiscalização.
A categoria pretendia discutir os problemas com a direção da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) ontem de manhã, mas a reunião foi suspensa. Placa vermelha, colete e capacete padronizados e capa no tanque da moto são algumas das exigências que a maioria dos mototaxistas está deixando de atender, segundo a presidente da Associação de Mototaxi Norte do Paraná, Edmara Adolfo de Oliveira. Ela contabiliza que apenas uns 250 trabalhadores, dos mais de mil que circulam pelas ruas da cidade, estão em situação regular.
''Até parece que estão fazendo vistas grossas para a situação. Parece que o serviço do mototaxi não tem valor. É um trabalho que precisa ser respeitado. Diferente de outras categorias, a profissão de mototaxi sempre oferece vagas de emprego e precisa ser respeitada'', afirma Edmara.
A cada seis meses o mototaxista precisa renovar o alvará de licença como profissional autônomo, pagando uma taxa de R$ 48,00. Talvez incentivados pela falta de fiscalização, aumentou o número dos que não se preocupam com a regularização do documento e dos veículos. São riscos que podem prejudicar os usuários do transporte.
''Os que trabalham regularizados não acreditam mais na fiscalização. A CMTU perdeu o respeito. É um serviço que oferece risco de vida. Nos sentimos humilhados porque os que pagam os encargos vêem que outros profissionais não se preocupam com isso. O passageiro perde com isso. Se acontecer alguma coisa não terá respaldo sem o seguro'', aponta a presidente da associação.
O diretor de Trânsito da CMTU, Alvaro Grotti Junior, afirma que a companhia não tem como intensificar a fiscalização. ''Não temos agentes de trânsito disponíveis para esse serviço. Nossos agentes são em número reduzido e precisam fiscalizar o trânsito e as obras, entre outras coisas. Quando promovemos ações de fiscalização são em conjunto com a Polícia Militar (PM)'', justificou.
''A gente entende que os mototaxistas quando precisam regularizar o alvará, automaticamente passam por uma fiscalização. Se não vêm até nós e estão deficitários com as exigências, correm o risco de serem pegos na rua numa dessas ações da PM, podendo ter as motos apreendidas'', acrescentoua Grotti.


