Os 700 mototaxistas de Londrina cadastrados na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) terão 60 dias para instalar o aparelho que vai medir a quilometragem e o valor da corrida. Os mototaxistas que não instalarem o equipamento no prazo estipulado sofrerão penalidades, que vão desde a cobrança de multas até o recolhimento das motocicletas. O prefeito Nedson Micheleti (PT) assinou ontem o decreto determinando o uso do mototaxímetro.
O diretor de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, ressaltou que o equipamento vai garantir o controle da tarifa para o usuário. Ele explicou que existem vantagens para todos, inclusive para a companhia que poderá intensificar o combate aos serviços clandestinos. ''As pessoas que utilizam o mototáxi pagarão um preço mais justo pelas corridas, os motociclistas serão remunerados da maneira certa e o serviço será profissionalizado'', completou.
Grotti acrescentou que existe um grupo pequeno de mototaxistas que, apesar de estar ligado a uma central, insiste em fazer ponto na rua, o que é considerado irregular pela companhia. Além disso, segundo ele, alguns ex-mototaxistas não se preocuparam em regularizar sua situação e continuam trafegando com a placa vermelha na motocicleta. ''Esses não terão o aparelho. Com isso, ficará mais fácil a identificação'', observou.
O diretor de Trânsito lembrou que no início deste mês o aparelho foi aprovado após ter sido testado por cinco motocicletas e passou na prova de franquia dos dois quilômetros, do quilômetro rodado e da hora parada. Ele lamenta apenas que uma empresa se ofereceu para fornecer o mototaxímetro, a um custo de R$ 285,00. Apesar do prazo para se candidatar a fornecer o aparelho ter expirado, ele afirmou que nada impede que outras empresas apresentem propostas.
Conforme Grotti, a taxa da bandeirada foi fixada em R$ 2,50, com franquia de dois quilômetros. Acima desta distância, o usuário do serviço vai pagar mais R$ 0,30 por quilômetro na bandeira 1 (dia) e R$ 0,40 na bandeira 2 (noite). A hora parada foi fixada em R$ 6,00. Caso o passageiro utilize, por exemplo, 15 minutos do serviço, ele pagará (R$ 1,50) e meia hora (R$ 3,00).
A presidente da Associação dos Mototaxistas, Edimara Adolfo Oliveira, declarou que para facilitar aquisição do equipamento a entidade conseguiu a liberação de linhas de crédito. No Banco do Empreendedor, o mototaxista poderá fazer um empréstimo e pagar em seis parcelas de R$ 57,16. Já aqueles que não podem fazer o financiamento dependerão da central que buscará recursos junto ao Banco do Brasil. Ainda não está definida a forma desse financiamento. ''Será bom para moralizar a categoria'', disse.
O mototaxista Maurício Carrara reclamou do valor a ser pago pelo aparelho. Segundo ele, os proprietários não poderão se afastar de suas motos, para não correr o risco de terem o mototaxímetro roubado. ''Vamos pagar quase R$ 300,00 e não teremos segurança'', frisou. Ele completou que as exigências feitas pela CMTU estão tornando cada vez mais difícil o trabalho dos mototaxistas. ''Eles (CMTU) deveriam fiscalizar aqueles que ficam na rua, ao invés de complicar para nós que estamos regularizados'', afirmou.

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