Mototaxista morre em acidente no centro de Londrina
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quinta-feira, 15 de janeiro de 1998
Lúcio Horta 
Dorico da SilvaTragédia na esquinaA moto de Djamiro Stante e o ônibus da TCGL: colisão fatalO mototaxista Djamiro Stante, 34 anos, morreu ontem por volta das 6h30 em acidente na esquina das ruas São Salvador e Jorge Casoni (área central de Londrina). Ele chegou a ser socorrido pelo Siate, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. O passageiro da motocicleta, o pedreiro Aparecido de Oliveira Batista, 22 anos, sofreu traumatismo craniano, fratura de crânio e foi encaminhado para o Hospital Evangélico. Às 19 horas, o estado dele era de coma profundo.
Segundo informações da Companhia de Trânsito, Stante trafegava pela rua São Salvador, em direção à Rio Grande do Sul, e teria atravessado a rua Jorge Casoni sem parar, desrespeitando a sinalização. Ele acabou sendo atingido por um ônibus da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL), que fazia a linha 111-Eucaliptos, conduzido por Dirceu Casturino Pupu, 35 anos. O motorista ainda tentou frear, sem sucesso: a moto - placas AFM-5592, de Primeiro de Maio, comprada por Djamiro especialmente para o trabalho - foi arrastada por cerca de 20 metros.
Ninguém no ônibus ficou ferido no acidente. O passageiro da motocicleta, Aparecido Batista, tinha acabado de chegar de Blumenau (SC), onde estava trabalhando. Ligou do Terminal Rodoviário para a Solução Mototáxi e solicitou o serviço, para levá-lo para casa. O motorista do ônibus, Dirceu Pupu, observou que - ao contrário de Djamiro - Aparecido não estava usando capacete na hora do acidente. Na Companhia de Trânsito, porém, a informação foi outra: ele estaria sim utilizando o capacete, que ficou bastante danificado. Aparecido Batista é casado e tem dois filhos.
O mototaxista trabalhava há menos de uma semana na Solução Mototáxi, cujo proprietário é João Alves de Freitas. A empresa continua operando normalmente na Cidade em função de uma sentença judicial, de outubro do ano passado, que obrigou a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) a conceder o alvará de funcionamento. O serviço, no entanto, foi proibido definitivamente em Londrina depois da aprovação e promulgação pela Câmara, no início deste ano, da lei 7.287, que disciplina o sistema de transporte renumerado de passageiros.
Djamiro Stante morava no conjunto Jamile Dequech (zona sul), era casado e tinha três filhos. Seu irmão, Valdinei Stante, conta que ele era um motociclista experiente, tinha moto há vários anos e costumava ter cuidado no trânsito. Ele era bastante cuidadoso, fez curso de direção defensiva. Fazia tempo que tinha moto e nunca tinha se envolvido em acidente grave.
Até a semana passada, Djamiro trabalhava em outra empresa - Central Mototáxi - mas tranferiu-se para a Solução porque acreditava que lá teria mais segurança, já que a empresa continuava operando com base na decisão judicial. Na hora do acidente, ele usava jaleco da Solução. Coincidentemente, segundo Valdinei, o jaleco havia pertencido a outro mototaxista, que morreu em setembro também vítima de acidente de trânsito.


