Londrina - O mototaxista Paulo Heleno Santos, de 50 anos, foi salvo em duas oportunidades pela antena corta-linha, criada justamente para proteger o condutor e seus passageiros do risco de sofrer cortes no pescoço provocados por linhas de pipas. Ele contou que este ano foi atingido por linha com cerol no Jardim Nova Olinda (zona oeste) e também próximo ao Lago Norte (zona norte). "Se eu não tivesse essa antena, o acidente poderia ter sido grave", destacou.
Santos disse que passou a utilizar o equipamento antes mesmo de ser recomendado pelas autoridades em função das imagens que viu pela TV de pessoas que tiveram pescoço cortado. "Eu falo para os meus colegas usarem, mas muitos acham feio. Eu digo que feio é morrer", destacou.
O mototaxista Hernanes Safra, de 25, acredita que as leis criadas para proibir o uso de cerol são ineficientes. "De que adianta proibir se não há uma fiscalização eficiente em relação a isso?", questionou. "Eu sempre fico atento ao céu, se há pipas no alto, ou se há pessoas embaixo soltando pipas", destacou. Ele expôs que em todos os lugares de Londrina há pessoas que soltam pipa. "Não são só crianças. Existem muitos adultos desocupados que ficam fazendo isso", reclamou. (V.O.)

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