Crime bárbaro praticado na tarde de ontem chocou os moradores de uma área de sítios na Gleba Palhano, no extremo oeste de Londrina. Um mototaxista foi degolado e o corpo encontrado caído no meio de uma estrada de terra localizada nos fundos do campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Amigos da vítima, identificada apenas como Sidnei, contaram que ele estaria acabando de almoçar quando recebeu uma ligação pelo celular e disse que tinha que sair para fazer uma corrida para um cliente até a UEL. Encerrou o almoço, colocou o capacete e saiu para mais um atendimento. Foi encontrado por um sitiante caído no meio de uma estrada rural com o pescoço cortado. A moto dele, uma Suzuki Yes prata, não foi encontrada.
O Siate foi acionado, mas os socorristas nada puderam fazer. No local, o delegado de Homicídios, Paulo Henrique Costa, afirmou que investiga a linha de latrocínio - roubo seguido de morte. ''Aparentemente, houve luta corporal porque há marcas dos pneus da moto no chão e objetos foram encontrados espalhados'', detalhou. Na pochete que ele usava havia dois celulares, alguns papéis e algumas cédulas.
No Jardim União da Vitória (Zona Sul), outro assassinato foi registrado no início da manhã de ontem. Oséias Moreira da Silva, 34 anos, foi morto a pedradas na Rua dos Pastores. Segundo a Polícia Civil, uma das pedradas partiu o capacete que a vítima usava e provocou traumatismo craniano. Ao lado do corpo, os policiais encontraram um outro capacete que, provavelmente, seria do autor do crime.
Prisão
Um dos suspeitos de terem participado do assassinato de um segurança de um carro-forte na última terça-feira em frente a um caixa eletrônico instalado em um posto de combustíveis em Cambé (Norte) foi preso anteontem. O suspeito teria declarado que a intenção da quadrilha era assaltar o cofre do caixa, que havia sido danificado durante a madrugada. O segundo suspeito de participar já teria sido identificado.
O segurança Daniel de Oliveira Lima, 32 anos, foi morto durante uma troca de tiros. O segurança foi encurralado pelos assaltantes e não teve como se proteger. Lima era funcionário de uma empresa de transporte de valores e fazia a segurança no lado de fora para uma equipe que consertava um problema técnico no equipamento.
''O suspeito preso afirmou que no dia anterior ele e seu comparsa teriam danificado o equipamento para forçar a manutenção. Na manhã do crime, eles ficaram aguardando a chegada dos técnicos do lado de fora'', assegurou o delegado. O depoimento foi tomado na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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