MOTOTAXISTA - Falta de fiscalização incentiva clandestinidade
A falta de uma fiscalização mais eficiente e o número excessivo de taxas são apontados por mototaxistas como um incentivo à clandestinidade no ramo. A estimativa de profissionais da área é que entre 40% e 50% dos trabalhadores estejam atuando sem a devida legalização. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), órgão responsável pela regulamentação e fiscalização da atividade, não possui estatísticas sobre o número de clandestinos hoje em Londrina. Atualmente, 650 profissionais estão regularizados. Um mototaxista clandestino ouvido pela reportagem confirmou que a burocracia é a principal dificuldade. Depois de trabalhar um tempo em outro setor, ele resolveu voltar a atuar como mototaxista. Mas para obter o registro teria que pagar todas as taxas novamente. Além dos itens obrigatórios como colete, capa de tanque, protetor de perna, capacete numerado, carteirinha e seguro em dia que representam um custo de aproximadamente R$ 300,00 , é exigida a renovação semestral da carteirinha, cuja taxa é de
R$ 24,50. Outro problema no setor seria a falta de fiscalização. Os regularizados estariam mais sujeitos ao rigor da lei do que os que atuam irregularmente, pois estes não enfrentam muitas dificuldades para driblar a fiscalização. O expediente mais usado é combinar com o cliente que, em caso de blitz, afirme que está pegando carona, para não configurar a atividade como prestação de serviço.
O município, que está localizado a 369 quilômetros da capital paranaense, é um importante pólo de desenvolvimento regional. Com uma população estimada de 497.833 habitantes, é a segunda cidade mais populosa do Paraná e a terceira da região Sul do Brasil
Em cumprimento às disposições do Código de Trânsito Brasileiro, que municipalizou a fiscalização do trânsito, a Companhia Municipal de Urbanização passou a ter competência de autoridade de trânsito no âmbito municipal a partir de junho de 2000
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