A Câmara Municipal aprovou, em segunda discussão, na sessão de ontem o projeto de lei número 372/2003, de autoria do vereador Sidney de Souza (PTB), que estende de cinco para sete anos o tempo de uso das motocicletas usadas no serviço de mototaxis. Para o projeto se tornar lei, terá que ser sancionado pelo prefeito.
  Na justificativa do projeto, Souza ressalta que os trabalhadores do setor estão passando por dificuldades financeiras e não estão conseguindo bancar a compra de motos novos. ‘‘(...) Uma motocicleta com sete anos pode estar em perfeito estado de uso e conservação e se presta muito bem ao fim que lhe é destinado’’, diz um trecho do texto da justificativa.
  De acordo com o diretor de fiscalização de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, membro do Conselho Municipal de Transporte Individual, ‘‘o momento é de priorizar a segurança do usuário’’. Grotti defende a continuidade do limite de cinco anos, aliado ao rigor na vistoria anual feita pela CMTU na frota, composta por 600 veículos. O conselho que discute as questões dos mototaxistas deu parecer contrário ao projeto por entender que a mudança poderia afetar a qualidade do serviço e a segurança do usuário.
  O representante dos mototaxistas no conselho, Edimir Camilo Ribeiro, do Mototaxi Líder, na Rua Pernambuco (área central), diz que é favorável a ampliação do prazo porque os mototaxistas estão enfrentando muitas dificuldades devido à ‘‘crise e a concorrência desleal’’, segundo ele, provocadas principalmente pela ‘‘omissão’’ da CMTU no combate ao crescimento da frota clandestina. ‘‘Tem muita gente sem placa vermelha, com o rádio no pescoço, trabalhando por a풒, acusou.
  Camilo lamentou o fato de que muitos colegas se endividaram para trocar a moto e cumprir a antiga legislação. ‘‘Mas a maioria não tem como trocar e poder rodar por mais dois anos irá ajudar muita gente na praça’’, justificou.

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