Mototáxis ouvem só conselhos de Belinati
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quinta-feira, 14 de agosto de 1997
Célia Baroni 
Da Redação
César AugustoDepois de manifestação que reuniu cerca de 400 colegas pelas ruas da Cidade, mototaxista com a cara pintada de palhaço aguarda nos corredores da Prefeitura uma audiência com Antonio Belinati: prefeito disse que a responsabilidade pela serviço é do Conselho de Trânsito e aconselhou as empresas a protestarem em Campo Grande durante reunião de DetransManifestação organizada pela Associação de Empresas de Mototáxi de Londrina levou mais de 400 mototaxistas para as ruas ontem à tarde. Mas trouxe poucos resultados concretos para a reivindicação das empresas que querem a legalização do serviço. Determinados a conversar diretamente com o prefeito Antonio Belinati, os manifestantes chegaram à Prefeitura às 17 horas e ficaram até a noite, ameaçando acampar lá se o prefeito não os atendesse.
A associação queria arrancar do prefeito uma postura oficial favorável à legalização do serviço. Mas só conseguiu conselhos. Belinati argumentou que, no momento, Prefeitura e Câmara não têm como interferir no processo, já que existe uma resolução do Conselho de Trânsito, proibindo o funcionamento do serviço em todo o Estado.
O prefeito disse que a criação de serviço público - caso do mototáxi - só pode ser feita através de lei, pela Câmara. Belinati explicou que a autonomia do município esbarra na regulamentação e, mesmo que a Câmara criasse o serviço, os mototáxis não poderiam funcionar porque o Detran não está fornecendo a placa vermelha - exigência para veículos de transporte público.
Se o Detran voltar atrás, e a Câmara rejeitar o projeto de lei novamente, o serviço vai continuar irregular. Belinati lembrou à Associação que o projeto de lei que cria o serviço só poderá voltar à Câmara se contar com a assinatura de 11 vereadores.
Ele sugeriu à Associação que levasse uma manifestação a Campo Grande (MS), para a reunião de todos os Detrans do País. Só em Londrina, estão registradas na Prefeitura 26 empresas de mototáxi, mas estimativa da Associação dá conta de que existem cerca de 80 empresas na Cidade - cerca de 500 mototaxistas.
Com a publicação da resolução, a Companhia de Trânsito deve dar início à fiscalização ainda hoje, obrigando as empresas a suspender o serviço. Estamos entrando em contato com a PM para pedir tranquilidade na abordagem dos mototaxistas, disse o secretário de Negócios Jurídicos, Eduardo Ferreira.


