Mototaxistas de Londrina que não se adequarem às normas de vestuário, documentação e equipamentos de segurança correm o risco de ter as motos apreendidas. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) iniciou a fiscalização e ontem pela manhã advertiu 15 mototaxistas que desrespeitavam a regulamentação do serviço. ‘‘Optamos pela advertência, mas se forem pegos novamente terão as motos recolhidas e serão multados’’, afirmou o diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior. Uma moto chegou a ser apreendida porque estava sem a documentação necessária, mas foi liberada depois da advertência ao condutor. A multa para mototaxistas cadastrados na CMTU que não seguirem as regras varia de R$ 15,39 a R$ 61,57. Já quem estiver fazendo o transporte irregular de passageiro pode ser multado em até R$ 1,5 mil.
Segundo o diretor da CMTU, a fiscalização deverá ser diária nos primeiros meses, para depois se tornar periódica. A Polícia Militar também vai fiscalizar os mototáxis. A CMTU estima que pouco mais de 200 dos 780 mototaxistas que pediram a regulamentação ainda estão com o processo em andamento e, por isso, ainda não podem exercer a profissão legalmente. Além disso, existem cerca de 70 mototaxistas que não entraram com o pedido de regulamentação no prazo, e serão autuados se exercerem a atividade.
Grotti informou que outros 20 mototaxistas conseguiram pedir o cadastramento na quinta-feira, mesmo com o prazo encerrado desde maio. ‘‘Essas vagas foram abertas para substituir algumas pessoas que desistiram da atividade. Vamos avaliar o serviço e futuramente poderão ser abertas novas vagas’’, disse.
O presidente da Associação de Mototáxis do Norte do Paraná, Vilson Primo Dalla Costa, acredita que a normatização da atividade deve atrair mais usuários. ‘‘O usuário vai ter mais segurança, já que os motociclistas tiveram que passar por curso de direção defensiva e é obrigatório o seguro de vida para o passageiro’’, afirmou.
Pelas normas do serviço, o número do alvará do mototaxista e o emblema da CMTU devem estar impressos no capacete, colete e capa do tanque da moto, todos de cor alaranjada. Os motociclistas também devem portar uma carteirinha de vistoria. A proteção térmica no escapamento, alça metálica para o passageiro se apoiar, dois retrovisores e barra de segurança (‘‘mata-cachorro’’) são obrigatórios. A moto também precisa ter placa vermelha e o mototaxista estar vinculado a uma das 52 centrais cadastradas na CMTU.
Mototaxistas de Cambé, onde o serviço não é regulamentado, vão poder transportar passageiros para Londrina, mas estarão sujeitos a autuação se permanecerem oferecendo o serviço na cidade. ‘‘Não vai ser permitido o trabalho deles em Londrina’’, alertou o diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior.
O dono de uma central de mototáxis em Cambé, Daniel Salomão, acredita que não haverá problemas. ‘‘Fazemos bastante corridas de Cambé para Londrina, mas não montamos ponto na cidade’’, disse.
O vereador Osvaldo Cândido Neto (PPB) informou que já existe uma movimentação da categoria para regulamentar a atividade de mototáxi em Cambé. ‘‘Estamos começando a organizar reuniões’’, afirmou.

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