Motos passam impunes por lombadas
Motos passam impunes por lombadas
Lombadas eletrônicas não conseguem fotografar motocicletas, que têm placa na parte traseira, e motociclistas abusam
Anna Camanducaia
Arquivo FolhaNo escuroLombadas identificam desde uma moto grande até um caminhão. Motos
pequenas passam despercebidasAs motocicletas passam impunes pela maioria das lombadas eletrônicas. É que estes redutores de velocidade fotografam os veículos infratores pela frente, e as motos só têm placas na parte traseira. Hoje, dos 37 equipamentos instalados em vários pontos de Curitiba, apenas cinco fazem a foto da traseira do veículo.
Segundo a empresa de equipamentos eletrônicos Perkons, que fabrica as lombadas, nem todos os equipamentos que fotografam a parte de trás do veículo conseguem captar as motos. As lombadas têm capacidade de identificar desde uma moto grande até um caminhão. Motocicletas pequenas não são detectadas.
O professor Elcio Miguel Prus, de 28 anos, reclama da ineficiência das lombadas nestes casos e da falta de preocupação dos motociclistas. Há uma semana, sua mulher Caren, de 24 anos, e o filho Ivens, de cinco meses, quase foram atropelados por uma moto, quando atravessavam por uma lombada eletrônica, em Curitiba. A caminhonete que estava na frente da moto parou para eles passarem, mas o motoqueiro continuou em alta velocidade, diz.
Segundo o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), a impunidade das motocicletas deve acabar com a instalação dos radares.
Licitação - As ratoeiras (câmeras fotográficos instaladas nos semáforos) e os radares já deveriam estar funcionando desde o início do ano, em Curitiba, segundo o gerente de Engenharia de Trânsito da Diretran, Paulo Malucelli. O problema é a demora das licitações, que vêm ocorrendo desde setembro do ano passado. Já enfrentamos mandado de segurança e questionamento das empresas que participam da licitação. Ninguém quer concorrer, todo mundo quer ganhar.
A licitação está na fase de abertura de preços (fase final). Malucelli diz que, se o processo correr dentro da normalidade, em um mês os equipamentos estarão sendo instalados na cidade. Curitiba terá 66 radares e 15 ratoeiras.





