Na última sexta-feira a equipe da FOLHA acompanhou a operação com radar na Avenida Higienópolis, Área Central. Durante 40 minutos, foi possível observar motoristas que insultam os fiscais. Para o agente de trânsito Jonas Rico, essa é uma situação comum. ''Muitos passam e nos xingam, há alguns que chegam a descer do carro para tirar satisfação conosco'', disse. No período em que a equipe acompanhou a operação, dois motociclistas foram conversar com os fiscais para tirar dúvidas sobre o funcionamento do aparelho.
Rico afirmou que em média as operações com radar duram cinco horas. ''Utilizamos três aparelhos, um para cada sentido da via e o terceiro regulado para captar a velocidade das motocicletas nas duas pistas'', explicou. Conforme ele, os motociclistas excedem mais a velocidade e por isso se envolvem mais em acidentes.
O agente disse que algumas pessoas reduzem a velocidade apenas nas proximidades do radar e depois voltam a ultrapassar o limite. ''A nossa intenção é que os motoristas andem sempre dentro da velocidade adequada porque essa questão está diretamente ligada à segurança no trânsito'', disse.
Além de monitorar os radares, os agentes também ficam de olho nos motoristas e autuam aqueles que cometerem outras infrações de trânsito. ''Muita gente leva multa por falar no celular enquanto dirige, em segundo lugar fica a falta de cinto de segurança'', enumerou.
A corretora Márcia Avelar defende a utilização de radares de velocidade em Londrina, mas sugere algumas mudanças. ''É preciso que se faça alguma coisa para reduzir a velocidade dos veículos, mas eu acho que seria mais correto se os radares fossem fixos. Esses móveis ficam à espreita e surpreendem os motoristas desavisados'', disse.
O advogado Paulo Sutil tem opinião semelhante. ''Tem que ter radares pela cidade, mas não podem ficar escondidos como uma armadilha. Eu acho que esses equipamentos dão resultado desde que as pessoas saibam que eles estão lá'', declarou.(M.A)

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