Motoristas e cobradores de Londrina votam amanhã, em assembléia, o indicativo de greve da categoria. Ontem, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Caraterísticas de Metropolitano de Londrina (Metrolon) não oficializou proposta na rodada de negociação na Delegacia Regional do Trabalho (DRT).
Apesar de oficialmente não haver proposta, o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Londrina (Sinttrol) afirma que o Metrolon melhorou as condições da negociação. Segundo João Batista da Silva, presidente da entidade, houve um aumento da proposta de reajuste de 5% para 6% em forma de abono.
Outros pontos, contudo, devem ser apresentados hoje em reunião informal com o Sinttrol. Há discordâncias sobre o pagamento de reflexos e anuênio. Os trabalhadores pedem recomposição de anuênio e pagamento imediato dos reflexos, o que não teria sido aceito pelo Metrolon.
''Acredito que o trabalhador não vai aceitar o aumento em abono'', diz Batista. A assembléia será realizada em três etapas durante todo o dia. Caso seja aprovado o indicativo, a greve só poderá ser deflagrada depois 48 horas.
O sindicato quer aumento de 16%. Cerca de 1,2 mil pessoas, entre motoristas e cobradores, trabalham no sistema de transporte coletivo. A data-base da categoria vence em junho e as negociações se arrastam há mais de um mês.
Segundo assessores do Metrolon, as empresas se reuniriam na noite de ontem para discutir o assunto. A intenção é apresentar uma nova proposta antes da votação do indicativo de greve e evitar uma possível paralisação.

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