Lucinéia Parra
De Maringá
Das três praças de pedágios instaladas na região de Maringá, apenas em Presidente Castelo Branco (26 km a noroeste de Maringá) houve manifestação dos caminhoneiros ontem. Desde às 8 horas, motoristas de caminhões e de carros deixaram de passar pela praça de pedágio e usuaram apenas o desvio de terra. Na entrada do desvio, representantes da Associação dos Proprietários de Caminhões de Paranavaí conversavam com os motoristas e pediam apoio à manifestação.
‘‘Nossa manifestação é pacífica e visa apenas conscientizar os motoristas sobre este absurdo que é a cobrança de pedágio e mais ainda este aumento de mais de 100% da tarifa’’, disse o presidente da associação Ilton Donizete Bigoto. Ele afirmou que a associação é uma das entidades que está se mobilizando para instalar no Paraná a CPI do Pedágio. ‘‘Nos países desenvolvidos a cobrança de pedágio só acontece depois de feitas as benfeitorias. Aqui, as concessionárias não fazem nada e querem cobrar de nós um absurdo de tarifa. Para fazer roçadas na beira da rodovia e pintar as faixas não é preciso contratar concessionárias. Nós mesmos podemos administrar estes serviços’’, criticou.
Bigoto disse não temer a aplicação de multa em decorrência da liminar judicial obtida pelas seis concessionárias de rodovias do Paraná. De acordo com a liminar, representantes de sindicatos e entidades não poderiam incentivar qualquer tipo de manifestação nas rodovias do Paraná sob pena de multas que variam de R$ 3 mil a R$ 8 mil. ‘‘A nossa associação não foi convidada para participar da reunião com o governo na semana passada, por isso ela não será punida’’, afirmou.
Bigoto prometeu que irá promover novas manifestações esta semana para conscientizar os motoristas a não pagar a tarifa de pedágio. Boa parte dos caminhoneiros que trafegavam ontem pela BR-376 – que liga Maringá a Presidente Castelo Branco – aderiram à manifestação e permaneceram parados no acostamento.