A adoção da lei 8.794 divide a opinião dos taxistas em Curitiba. Para uns, é uma oportunidade de aumentar os ganhos e garantir o 13º salário. Outros acham que a bandeira dois não vai estimular os clientes a pegar táxis. Há também aqueles que desconhecem a lei e estão aguardando comunicado oficial da Urbs e do sindicato.
O motorista José Leocádio dos Santos defende o uso da bandeira dois em dezembro, mas acredita que vai perder clientes. ‘‘O problema é que as pessoas pensam que a bandeira dois é o dobro do preço, mas na verdade não é. O passageiro precisa saber disso’’, explica ele.
Santos é associado a uma empresa de radiotáxi que ainda não decidiu se apóia ou não a decisão. ‘‘Ainda estamos discutindo o assunto’’, explica.
Para o taxista Antonio Mocelin Cardoso, a lei vai aumentar o lucro da categoria, mas reduzir o número de corridas. O motorista destaca que há alguns anos, já houve medida semelhante em Curitiba e que trouxe bons resultados para os taxistas.
Cardoso afirma que a maioria dos taxistas tem conhecimento da lei, mas não definiu o que fazer. Ele diz que não recebeu comunicado formal do sindicato e da Urbs e ficou sabendo da lei por conversas com os colegas de trabalho nos pontos de táxi.

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