Motoristas têm opiniões diferentes
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terça-feira, 09 de setembro de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O projeto de proibir a conversão à esquerda em avenidas de grande movimento da cidade dividiu a opinião de motoristas consultados pela reportagem da FOLHA de Londrina. Os críticos consideram que a mudança vai dificultar a vida de quem dirige pela Área Central. Por outro lado, os partidários da mudança afirmam que o fluxo de veículos nas vias principais vai melhorar.
A professora Jaqueline Claudino Santana, 40 anos, avaliou que a mudança é ''horrível.'' ''Acredito que, como aqui tem a baia, não tem problema. Com a proibição a gente teria que dar uma volta muito grande para virar aqui'', opinou, ao ser entrevistada nas proximidades do cruzamento entre a Avenida JK e a Rua João Cândido.
A opinião é compartilhada pelo técnico em manutenção Caio Obuti, 48. Para ele, a necessidade de contornar o quarteirão será ''mais uma dor de cabeça para o motorista.
Outro ponto de conflito é a esquina das avenidas JK e Rio de Janeiro. Como não há baia no local, a conversão à esquerda quase sempre provoca confusão. Alguns motoristas que não percebem a existência do semáforo exclusivo para quem vai dobrar a esquina e querem seguir em frente ficam presos no congestionamento, o que provoca transtornos e incidentes.
De acordo com o funcionário público Hermes Reis de Souza, 52, pequenas colisões são comuns no local. ''Esses dias três carros bateram. Tem muito acidente aqui'', comentou. Ele acrescentou que a proibição é a solução mais indicada para melhorar o tráfego no trecho.
Outra consequência do ''congestionamento'' no semáforo exclusivo para conversão é a irritação do motorista que fica parado quando pretende seguir na JK. Por isso, o abuso da buzina é comum e quem sofre com isso, às vezes, é o condutor que está aguardando corretamente o sinal verde para poder virar a esquina.
''É melhor proibir. Acho que é razoável que o motorista precise andar um pouco a mais já que o trânsito aqui vai melhorar'', ressaltou o funcionário público João Inocêncio dos Santos, 57.


