O Serviço Reservado da Polícia Militar de Londrina (P-2) prendeu ontem os caminhoneiros Jorge Luis Costa, 47 anos, e Alcido Dillenburg, 50, acusados de furto de carga e estelionato. Segundo o soldado da P-2, Diodinei Vieira de Souza, eles transportavam farelo de soja tipo exportação de Cuiabá (MT) para Londrina. No Paraná, a carga era trocada por farelo de qualidade inferior.
Os motoristas dos caminhões foram presos em flagrante, às 9 horas, quando descarregavam o produto nos silos da Empresa ATT Armazenagem, Transporte e Transbordo de Londrina, que havia contratado as carretas. Segundo Souza, a denúncia de desvio de carga havia sido feita pela diretoria da ATT. ‘‘Há algum tempo eles perceberam que o farelo que vinha sendo entregue era de baixa qualidade’’, afirmou.
Souza informou que as investigações começaram a ser feitas pela P-2 há quase um mês. Uma equipe da Polícia Reservada seguiu as carretas por dois dias. ‘‘Eles carregaram em Cuiabá. Em Indianópolis (PR) eles descarregaram em um barracão e voltaram a carregar os caminhões em São Jorge do Ivaí (PR)’’. Os donos dos barracões ainda não foram identificados. Toda a operação foi filmada pela polícia.
As duas scanias, contendo 30 toneladas de farelo cada, foram apreendidas e estão no pátio do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina. Souza informou que os caminhões pertencem a Sidnei Alessi e Flávio Bandeira Silveira, que moram em Paranaguá.
Segundo Souza, os motoristas, que não têm ficha na polícia, confessaram o crime e disseram que cumpriam ordens dos donos dos caminhões. A P-2 de Londrina e o Grupo Águia da Polícia Militar do Paraná continuam as investigações. ‘‘A suspeita é que a mesma quadrilha esteja agindo em outras regiões do Estado’’, disse.Josoé de CarvalhoAs duas carretas, com 30 toneladas de farelo de soja de baixa qualidade, foram apreendidas ontemJosiane Schulz

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