''Tem que tomar o máximo cuidado, esse trecho é muito perigoso, se você se distrai um pouquinho, corre o risco de atropelar alguém'', afirmou Wilson Alves da Silva. Motorista do ônibus de linha da Francovig, Silva teve que aguardar a liberação da pista para partir com o ônibus, que deveria ter saído da vila rural às 5h45.
O motorista conta que, para evitar que as pessoas tenham que descer sobre o mato que margeia a rodovia, o ônibus tem que invadir um pedaço da pista contrária na hora de parar, permitindo que os passageiros embarquem e desçam sobre o asfalto. '' Acho que o acostamento ajudaria a resolver o problema'', avaliou.
Carlito Marques, funcionário da Copel que também teve que esperar a manhã toda para poder atender a duas ocorrências em São Luiz, concorda que a reivindicação é válida. ''Existe um projeto de uma pista de caminhada só para pedestres e ciclistas. Eu acho que essa seria a solução ideal'', sugeriu.
Para Marques, também seria preciso instruir melhor os pedestres. ''Geralmente eles andam em grupos de seis, sete pessoas, e dificilmente vão em fila indiana. Caminham conversando, lado a lado. Então falta um pouco de consciência das pessoas, também'', relatou, lembrando que os pais também precisam cuidar mais das crianças, evitando que andem de bicicleta na rodovia.(A.I.)

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