Motoristas passam em alta velocidade
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
A campanha Pé na faixa, iniciada em 2009 em Londrina, parece não estar mais surtindo efeito. A reportagem tentou atravessar vias na área central de Londrina que estão sinalizadas, alertando os motoristas para que respeitem a travessia de pedestres, mas muitos não pararam. Na Avenida São Paulo esquina com a Rua Piauí é comum alguns motoristas pararem, mas outros passarem em alta velocidade, gerando insegurança para o pedestre. Na Avenida Rio de Janeiro a experiência também não deu certo. Mesmo colocando o pé na faixa, os motoristas passaram direto. Foi preciso avançar um pouco mais na faixa para que os motoristas enxergassem e parassem.
Para complicar a situação, em vias como a Alameda Manoel Ribas e a Rua Minas Gerais as faixas de segurança estão apagadas ou removidas. A dona de casa Franciele Xavier carregava o filho de 11 meses e tentava atravessar a Minas Gerais, próximo à rotatória da Alameda Manoel Ribas. "Com a criança no colo eu tenho uma dificuldade maior de atravessar a rua e uma faixa de segurança faria com que eu atravessasse com mais tranquilidade", destacou.
Mas nem sempre a culpa é da falta de sinalização. A mato-grossense Ana Leda Caruso, que está de passagem por Londrina, disse ter observado que muitos pedestres também não respeitam a faixa. Mal ela terminou de falar e o lavador de veículos Marcelo Dias Freitas atravessou no meio da Rio de Janeiro, a menos de dez metros da faixa. "Eu achei mais prático; sei que estou errado e que se acontecesse um acidente eu poderia ser responsabilizado."
O risco para os pedestres não se limita à área central. Na zona leste, próximo ao recém-inaugurado Boulevard Londrina Shopping, os pedestres têm muito a reclamar. O engenheiro elétrico Alfredo Mota conta que levou dez minutos atravessar as avenidas Dez de Dezembro e Theodoro Victorelli para ir da Rodoviária ao shopping. "Sinto falta da faixa de segurança. Eu sou de Florianópolis (SC) e resolvi conhecer o shopping, mas tive que fazer a travessia com um certo risco", reclamou.
O frentista Paulo Flauzino, que trabalha em um posto de combustível próximo à rotatória, relatou que já viu vários atropelamentos. "Às vezes a pessoa vai atravessar e vê que não vai dar tempo e tenta voltar. Se for uma pessoa idosa, pode acabar morrendo. Eu mesmo já parei o meu serviço para ajudar idosos a atravessarem a avenida", declarou.


