Motoristas não estão respeitando o bloqueio para impedir a passagem de veículos por baixo da passarela avariada da Rodovia Carlos João Strass (trecho urbano da PR-545), na zona norte de Londrina. Quem denuncia são os próprios moradores de ruas próximas, que flagram todos os dias pessoas se arriscando ao passar pelo local. "Todos os dias tem algum acidente aí. A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) vem arrumar a barragem e eles viram as costas e o povo vem e tira de novo", contou o pintor Cleberson de Oliveira, que mora na Rua Abel Favoretto, no Jardim Belleville.
A reportagem da FOLHA esteve no local ontem no início da tarde e flagrou motociclistas furando o bloqueio, já aberto, sem problemas. Como o espaço aberto no bloqueio era pequeno, os carros eram obrigados a fazer o contorno pela Avenida das Torres. "Isso está uma bagunça, um perigo para quem passa por ali. É um transtorno também para quem mora aqui", reforçou o motorista Sergio Ricardo Pequeno, que também reside na Abel Favoretto.
Os moradores lembram ainda a importância da passarela para os pedestres. Sem ela, ficou mais perigoso levar as crianças à escola ou ir ao hospital. "Os dois ficam do lado de baixo da passarela e a gente mora do outro lado. É difícil, tem que tentar a sorte de atravessar as duas pistas. A situação fica ainda pior quando chove, já que os canteiros ficam enlameados", revelou Oliveira. "O prazo já acabou. Precisa arrumar isso aí o quanto antes", cobrou Pequeno.
Por meio de nota, a diretoria de Trânsito da CMTU informou que o bloqueio e dois quebra-molas foram instalados com o objetivo de oferecer mais segurança a quem trafega pelo local. A companhia repudiou a atitude dos motoristas, afirmando que eles colocam a própria vida e a de outras pessoas em risco. "Na última terça-feira o bloqueio foi, novamente, reconstruído e, em seguida, danificado. A CMTU continuará reparando a barreira para impedir a passagem na via até que a passarela não ofereça perigo para motoristas e pedestres", completou o comunicado.
Já o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que ainda não tem previsão para o início dos reparos, já que a licitação aberta para o serviço deu deserta. A previsão inicial era de 120 dias após a licitação. A obra está orçada em R$ 427 mil. O piso da passarela foi derrubado por um caminhão no dia 14 de agosto do ano passado.
E essa era a notícia que a dona de casa Lúcia Rorato, que mora na Rua Elvira Bendassoli, por onde os veículos são obrigados a passar por conta da interdição da pista da Carlos Strass, temia ouvir. "Por conta dos caminhões que passam aqui na rua, que são muitos, minha casa já está rachando. A gente não vence limpar também. Está complicado", reclamou.

mockup