Motoristas identificam bichos
Motoristas identificam bichos
Fotos: José SuassunaDinart GarciaJuliana de Barros BleyMauro PudelcoA utilização dos novos bichos na campanha de trânsito de Curitiba foi aprovada pelos motoristas entrevistados ontem pela reportagem da Folha. Segundo o representante comercial Dinart Garcia, de 41 anos, a campanha faz uma analogia inteligente para vincular os motoristas aos animais que fazem parte do dia-a-dia da população curitibana. A gente vê muita topeira, anta e peruas pelas ruas da cidade, afirmou ele.
Garcia contou que dirige com cuidado redobrado nas ruas de Curitiba para evitar acidentes. A gente tem que redobrar o cuidado por causa da falta de cuidado dos outros, disse ele. Os atuais motoristas chamados de topeiras já são velhos conhecidos. Nós chamamos estes motoristas de pessoas com chapéu atolado, porque não conseguem ver o que está ao lado, lembrou.
A advogada Juliana de Barros Bley, de 25 anos, quase sofreu um acidente por causa de um topeira. Ela disse que foi fechada por um motorista de ônibus e que teve que virar rapidamente para não ser atropelada. Mesmo dentro do carro eu iria ser atropelada pelo motorista de ônibus que não me viu e nem demonstrou qualquer reação de frear, argumentou ela.
Para o taxista Mauro Pudelco, de 38 anos, as pessoas se transformam em animais quando estão dirigindo um carro. Vejo várias pessoas que são verdadeiros animais ao volante, são agressivas e não respeitam os demais, afirmou ele, criticando os chamados garnizés. Entre as infrações mais comuns, de acordo com o taxista, estão atravessar o sinal fechado, fazer conversões proibidas e buzinar em áreas de hospitais ou escolas. É um desrespeito notório a todo o instante, disse ele. (L.P.)





