Curitiba - A greve de motoristas e cobradores deflagrada no último dia 23 deixou mais de um milhão de pessoas sem transporte em Curitiba, durante quase 24 horas. De acordo com a Urbs, empresa que gerencia o transporte coletivo na cidade, o prejuízo foi de quase R$ 2 milhões, decorrentes da depredação dos ônibus e das tarifas que deixaram de ser cobradas.
A greve começou motivada por um grupo de cobradores e motoristas que começaram a bloquear o tráfego na Praça Rui Barbosa e iniciar piquetes que impediam a passagem dos ônibus. Na manhã do dia 24, apenas metade da frota de 2,5 mil veículos circulou. No início da tarde, a maior parte da frota parou e só voltou a circular no início da noite.
Segundo balanço da Urbs 1.080 ônibus tiveram os pneus esvaziados e mais 13 foram depredados. Os grevistas afirmaram que as depredações foram feitas por passageiros descontentes com a paralisação. Para tentar atender a demanda dos passageiros, a Urbs cadastrou cerca de 900 lotações (carros de passeios e vans) para circulares nas regiões mais prejudicadas. Ainda segundo a Urbs, a Região Central foi a mais atingida pela paralisação, já que os ônibus saiam dos bairros e Região Metropolitana e ficavam ‘‘presos’’ no centro.

mockup