Motoristas e passageiros estão acostumados
Francisco Bento é motorista do ônibus da Saúde de Jaguapitã há 10 anos. Segundo ele, já foram utilizados kombis e microônibus antes da implantação dos dois ônibus que trazem os pacientes para consultas em hospitais londrinenses diariamente. Apesar de antigos - os veículos têm 21 anos de estrada - o motorista não tem do que reclamar.
''Motor novo não tem erro'', disse Bento, ressaltando que alguns usuários até reclamam dos bancos sem encosto e do vidro estilhaçado. ''Mas a viagem é curta, dá para aguentar. Problema maior era quando tinha um ônibus só'', constatou.
Todo dia, de segunda à sexta, Bento deixa pacientes em pelo menos 15 lugares diferentes. Como o ônibus de Florestópolis, o de Jaguapitã costuma chegar por volta das 7 horas em Londrina. Às 13 horas ele retorna para a origem, quando um outro veículo já está na cidade para esperar o término dos atendimentos. ''Tão falando que vão trocar, mas até agora nada'', lamentou o motorista.
Para a dona de casa Zilda Maria dos Passos, de Jaguapitã, ''o ônibus tá bom''. Ela tem consultas regulares no Cismepar e quase sempre usa o transporte municipal para vir até Londrina. ''Quando não sou eu é meu marido que vem'', disse.
Segundo ela, o serviço prestado pela Prefeitura é satisfatório, principalmente em relação ao transporte da Saúde. ''Em Jaguapitã o atendimento é bom. A ambulância busca em casa se a gente não consegue chegar a tempo no hospital'', assinalou.
A doméstica Marli de Souza Soares, de Primeiro de Maio, tem consultas quase todo mês no Cismepar e, segundo ela, o ônibus ''está mais confortável''. Há cerca de um ano, a frota foi renovada para garantir mais conforto aos passageiros, lembrou Marli.
''Tá melhor, mas vem lotado. Apesar que ninguém fica em pé'', completou a lavradora Solange Olímpio de Almeida, que também mora em Primeiro de Maio e costuma procurar o sistem de saúde de Londrina ''só quando precisa''. (M.G.)





