Continua o impasse entre trabalhadores do transporte coletivo, que ameaçam entrar em greve por reajuste salarial, e o sindicato patronal. Ontem, a diretoria do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina (Metrolon) informou que poderá conceder um reajuste de 5,6% nos salários dos motoristas e cobradores somente se a Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU) aceitar o pedido de reduzir a taxa de gerenciamento de 4 para 1%. A CMTU, porém, já descartou essa possibilidade e o sindicato dos trabalhadores afirmou que o aumento de 5,6% não é suficiente. O salário atual dos motoristas é R$ 1016,00 e o dos cobradores, R$ 629,00.
Ontem pela manhã, o secretário do Metrolon, Gildamo de Mendonça, que também é gerente geral da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), disse que no dia 27 de maio a empresa solicitou à CMTU uma recomposição tarifária, com base nos reajustes do diesel e no encarecimento de outros insumos que compõem a planilha a tarifa atual é de R$ 1,60. Como a companhia descartou o reajuste, as empresas pediram a redução da taxa de gereciamento para evitar uma paralisação. ''Se não houver negociação teremos que sentar com o sindicato dos funcionários e pensar em outra solução'', alegou.
Em média o valor da taxa de gerenciamento gira em torno de R$ 160 mil por mês. ''Eu diria que se não estamos tendo prejuízo, no mínimo, a rentabilidade que temos não é equivalente ao tamanho da empresa'', declarou Mendonça. Ele afirma que, geralmente, os reajustes da tarifa ficam ultrapassados muito rápido. ''Se aumentar um bairro na cidade, temos que colocar mais veículos e funcionários e isso traz mais gastos para a empresa'', declarou.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva, reclamou que a pauta de reivindicações é composta por 18 itens e não houve resposta para a maioria deles. Além do aumento do salário, a categoria pediu o pagamento das horas extras e adicionais noturnos referentes a janeiro de 1997 a junho de 2002. ''O zeramento da inflação e o residual do ano anterior já resulta em um aumento de 7%, valor superior ao que eles estão propondo'', argumentou Silva. A categoria é composta por 1,2 mil trabalhadores.
A reivindicação inicial da categoria era um reajuste de 16%, mas o Sinttrol se dispõe a aceitar 10%. A definição da categoria sobre a greve deve ocorrer na semana que vem.
Rosimeire afirmou que a redução da taxa de administração inviabilizaria todo o sistema. Segundo ela, é a taxa que sustenta todo o sistema de programação de novos itinerários, manutenção dos terminais e pontos de ônibus, bem como a fiscalização do cumprimento de horários e lotação inclusos em contrato.
Ela também reafirmou que a CMTU não vai conceder novo aumento na tarifa para subisidiar o reajuste dos motoristas. ''O que é necessário é fazer uma busca por alternativas que aumentem a quantidade de passageiros para equilibrar o serviço. Mexer na tarifa não é a melhor solução'', comentou. (Colaborou Adriana Savicki)

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