Motoristas e cobradores ganham reajuste de 11%
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de junho de 1997
Lúcio Horta 
Motoristas e cobradores do transporte coletivo urbano afastaram de vez a possibilidade de greve no setor. Eles aprovaram na última sexta-feira, por meio de assembléia itinerante com voto, a proposta de reajuste salarial de 11%, feito pelas duas empresas permissionárias do serviço - Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e Francovig. No começo das negociações, os empregados queriam no mínimo 15%.
Foram recolhidos 1.051 votos. O resultado - contrário à votação da semana passada, que decidiu pelo indicativo de greve - foi bastante folgado: 836 a favor e 195 contra. Dezesseis trabalhadores votaram em branco e quatro nulo. A partir de agora, o salário dos motoristas vai para R$ 640,00 e dos cobradores R$ 396,00 - para jornada de seis horas de trabalho. A votação ocorreu das 8 às 19 horas em cinco urnas que passaram por todos os pontos de trabalho da categoria: terminais de ônibus, empresas e na própria sede do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Londrina (Sintrol).
Segundo o presidente do Sintrol, Evanildo Pinto Rodrigues, a votação foi tranquila e não houve incidentes mais graves. O único problema foi a colocação no Terminal Urbano de uma tabela da Federação dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário do Paraná. A tabela comparava os salários de Londrina com de outras cidades do mesmo porte. A partir do momento que a empresa interfere desse jeito, a pessoa pode se revoltar e votar contra. A empresa criou um problema à toa, observou.
No início das negociações entre o Sintrol e o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano de Londrina (Metrolon), a contraproposta das empresas era de, no máximo, 10%. Na quarta-feira, o índice oferecido foi para 11%. A oferta patronal aumentou depois que os rodoviários tiraram indicativo de greve. A data-base da categoria, formada por 1.512 trabalhadores, é 1º junho. O reajuste é retroativo à data-base.


