Motoristas e cobradores decidem por trégua
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quinta-feira, 31 de julho de 1997
Foz do Iguaçu 
Os 1.200 motoristas e cobradores de Foz decidiram aguardar até o dia 7, quando deve ser pago o salário de toda a categoria, para decidir se entram ou não em greve. Eles descaratam a paralisação marcada para esta semana, após promessa dos empresários de que pagariam a diferença salarial dos meses de maio e junho.
O reajuste dos motoristas e cobradores está sendo negociado desde maio, início da data-base da categoria. Um reajuste de 16%, negociado entre prefeitura, sindicato e empresários foi descartado pelos donos das empresas, que alegam deficit na tarifa.
Os empresários prometem pagar o salário de julho com 11% de aumento, que reajusta o piso dos motoristas de R$ 570,00 para R$ 650,00 e dos cobradores de R$ 345,00 para R$ 382,00. Não assinamos nenhum acordo e se não houver o reajuste e a diferença dos pagamentos feitos nos dois meses após a data-base, os trabalhadores devem entrar em greve por tempo indeterminado. Essa é a última chance, afirma o presidente do Sindicato dos Rodoviário, Dilto Vitorassi, que também é vereador pelo PT.


