Motoristas e cobradores ameaçam greve
Em Curitiba, os motoristas e cobradores de ônibus têm, hoje, a quarta rodada de negociação com as empresas de transporte coletivo. Com data-base em fevereiro, eles negociam desde dezembro, sem avanços, e ameaçam paralisar a partir de março.
Além de reivindicar 10% de reajuste, incluindo o zeramento da inflação no ano e 6% de aumento real), o Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), também quer garantias para os empregados diante do processo de licitação do setor, que está em andamento.
Eles querem garantia da manutenção de emprego e de irredutibilidade dos salários. Segundo Denilson Pires, presidente do Sindimoc, sem essa garantia os empregados terão uma perda de 16% no valor do salário atual, caso sejam demitidos e readmitidos após a licitação. O salário médio dos motoristas é de R$ 1.350 e o dos cobradores, de R$ 870.
Mais dois mil ônibus operam as 547 linhas do transporte coletivo em Curitiba e região metropolitana, que contam com cerca de 11,5 mil motoristas e cobradores. O sistema transporta mais de 1,2 milhão de passageiros por dia. (M.G.)





