Motoristas do aeroporto reclamam do movimento
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segunda-feira, 05 de outubro de 1998
Áureo Nogueira 
O Aeroporto de Londrina é servido atualmente por 10 táxis. Até o mês passado havia cinco carros, número que os taxistas consideravam suficiente. Eles ressalvam, entretanto, que o ponto dispõe de um coordenador do fluxo que, quando há necessidade, chama pelo telefone celular táxis de outros pontos.
Para os taxistas do ponto do aeroporto, a ampliação do número de carros vai significar grande dificuldade de sobrevivência e a consequente queda da qualidade dos serviços prestados. O aumento da frota vai representar a redução do faturamento. Se hoje já está difícil, a situação vai piorar e não vamos conseguir manter a conservação e conforto dos carros, destaca o taxista José Édio Faria.
Eles asseguram que nem mesmo nos horários de maior movimentação no aeroporto os passageiros são prejudicados pela falta de táxi. O movimento se limita aos horários das 8 às 8h30, das 11 às 13 horas, das 16h30 às 17 horas e das 19h30 às 20h30. Durante os outros períodos ficamos às moscas, aproveitando para limpar os carros, detalha Fabiano Pereira de Oliveira. Os moradores do bairro usam muito pouco nossos táxis.
A duplicação do número de carros provocou redução do faturamento dos taxistas, mas reduziu a praticamente zero a espera nos horários de pico. Entretanto, estamos abertos a discutir qualquer proposta que otimize o atendimento dos passageiros e que atenda também aos interesses dos taxistas, completa Mário Okamoto.


