O Aeroporto de Londrina é servido atualmente por 10 táxis. Até o mês passado havia cinco carros, número que os taxistas consideravam suficiente. Eles ressalvam, entretanto, que o ponto dispõe de um ‘‘coordenador do fluxo’’ que, quando há necessidade, chama pelo telefone celular táxis de outros pontos.
Para os taxistas do ponto do aeroporto, a ampliação do número de carros vai significar grande dificuldade de sobrevivência e a consequente queda da qualidade dos serviços prestados. ‘‘O aumento da frota vai representar a redução do faturamento. Se hoje já está difícil, a situação vai piorar e não vamos conseguir manter a conservação e conforto dos carros’’, destaca o taxista José Édio Faria.
Eles asseguram que nem mesmo nos horários de maior movimentação no aeroporto os passageiros são prejudicados pela falta de táxi. ‘‘O movimento se limita aos horários das 8 às 8h30, das 11 às 13 horas, das 16h30 às 17 horas e das 19h30 às 20h30. Durante os outros períodos ficamos às moscas, aproveitando para limpar os carros’’, detalha Fabiano Pereira de Oliveira. ‘‘Os moradores do bairro usam muito pouco nossos táxis.’
‘‘A duplicação do número de carros provocou redução do faturamento dos taxistas, mas reduziu a praticamente zero a espera nos horários de pico. Entretanto, estamos abertos a discutir qualquer proposta que otimize o atendimento dos passageiros e que atenda também aos interesses dos taxistas’’, completa Mário Okamoto.

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