Umuarama - A prefeitura de Umuarama desistiu de implantar redutores de velocidade refletivos nas ruas e também não vai mais recuperar os que foram danificados. Os redutores vêm sendo depredados desde que começaram a ser instalados em ruas a avenidas de maior risco em substituição às antigas lombadas, proibidas por lei federal.
Os autores do vandalismo seriam donos de carros e motos irritados com o obstáculo. ‘‘A gente conserta, mas o pessoal vai lá de madrugada e arranca de novo’’, reclamou ontem o secretário municipal de Serviços Públicos, André Branco.
Mais de 80% dos quase 20 redutores instalados em Umuarama desde o ano passado estão danificados. Os blocos são arrancados a marretada, um ou duas placas de cada lado, de forma que os pneus dos carros ou as motos possam passar entre os redutores sem solavanco. ‘‘Cada bloco custa R$ 8 e, em alguns casos, o pessoal acaba estragando também o asfalto’’, disse Branco.
O vandalismo, entretanto, não é o único problema dos redutores refletivos. Mais recentemente, moradores começaram a reclamar que muitos motoristas não reduzem a velocidade para passar nos redutores e o barulho provocado quando cruzam o obstáculo em alta velocidade incomoda, principalmente à noite.
Segundo o secretário, os redutores refletivos no asfalto serão substituídos por redutores eletrônicos, os chamados ‘‘pardais’’. O município está fazendo licitação para adquirir aproximadamente 20 estações eletrônicas a serem instaladas nos trechos de maior risco de acidentes devido ao excesso de velocidade.
As estações eletrônicas registram automaticamente as infrações de trânsito como excesso de velocidade, desrespeito a sinalização, violação da faixa de pedestres e outras. Os pardais poderão ser instalados em cinco pontos considerados de risco - as avenidas Tiradentes, Londrina, Paraná (no Jardim Aratimbó), Castelo Branco e Maringá.

mockup