Curitiba - Duas notícias recentes do Paraná colocaram no centro das atenções uma profissão que tem sob sua responsabilidade bens preciosos. A morte de uma menina de 8 anos, atropelada pela van escolar, e um motorista que fugiu de uma fiscalização com cinco crianças dentro do veículo em Londrina tornaram os motoristas de transporte escolar alvo de preocupação principalmente de pais.
Obrigatória desde 2004 pela resolução 168 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a capacitação dos motoristas de transporte escolar envolve aulas de legislação de trânsito, legislação específica de transporte escolar, direção defensiva, primeiros socorros e relação interpessoal durante 50 horas/aula.
Neste mês, 1,1 mil profissionais passaram a receber um treinamento ainda mais extenso dentro do Plano Estadual de Qualificação Profissional - Setor de Transporte, da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social. Os motoristas serão responsáveis pelos novos ônibus adquiridos pelo Governo do Estado e que serão distribuídos para as cidades com menos de 100 mil habitantes.
A primeira turma, formada por 21 condutores, começou as aulas na semana passada. A previsão é que todos os profissionais sejam treinados até junho. No programa, oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), além das disciplinas básicas da capacitação obrigatória, estão aulas de mecânica básica, condução econômica e até noções sobre aposentadoria. Nesse curso também serão feitas aulas práticas com o auxílio de um aparelho chamado econovias, que demonstra o aproveitamento geral do condutor.
O curso terá o dobro da carga horária normal e será realizado em 55 turmas nos 18 escritórios regionais da Secretaria, localizados em Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Umuarama e União da Vitória.

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