Londrina – A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) deu continuidade ontem à limpeza de placas de sinalização de Londrina. Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e com o Conselho da Pessoa com Deficiência de Londrina, os agentes percorreram a Avenida Souza Naves, entre as ruas Pará e Alagoas (centro), com o Projeto Placa Limpa. A CMTU acredita que apenas a limpeza basta para resolver o problema da maioria das 30 mil placas de trânsito existentes em Londrina. Porém, basta percorrer algumas ruas e conversar com os moradores para encontrar casos de sinalizações com ferrugens, adesivos rasgados ou vandalizadas, que necessitam ser substituídas.
No cruzamento entre as ruas Santos e Quintino Bocaiúva, no centro, as placas com os nomes das vias estão retorcidas. "A gente que conhece a cidade ainda consegue se virar, mas aqueles que dependem da sinalização ficam perdidos", apontou o frentista Pedro Ferreira, de 49 anos.
Na própria Souza Naves, onde ocorreu a limpeza, algumas placas estavam em péssimas condições de conservação. Na esquina com a Rua Espírito Santo, os motoristas têm de se esforçar para assimilar a ordem de "siga em frente ou vire à esquerda", indicada pela placa. O comerciante Bruno Alves Cardoso, de 27 anos, disse que a situação é ainda pior nos bairros. "Realmente fica difícil, o trânsito está cada vez mais perigoso e as placas têm que estar em ordem", cobrou.
A assessoria de imprensa da CMTU informou que já iniciou um levantamento, mas ainda não sabe precisar a quantidade de placas que precisam ser trocadas ou instaladas. Outra reivindicação da população se refere à poda das árvores. A empresária Joelma de Cássia Lino Moura elogiou a iniciativa da limpeza das placas, mas alertou que os galhos da árvore em frente ao comércio, na Souza Naves, atrapalham a visualização. "Os motoristas não conseguem enxergar as placas. É perigoso", advertiu.
De acordo com a CMTU, a Secretaria Municipal de Ambiente foi comunicada para fazer a poda. A reportagem tentou contato com o órgão, mas a secretária Maria Silva Cebulski estava em reunião e não atendeu as ligações.

COMUNIDADE
Na Souza Naves, com baldes, rodos e uma bomba costal para enxaguar as placas, os funcionários e voluntários retiravam a camada de fuligem. Segundo Danielle Pizaia, coordenadora da educação no Trânsito da CMTU, o maior objetivo da limpeza é fazer com que a comunidade se envolva mais no processo. "Procuramos parcerias com diversos setores da sociedade civil. Assim, estimulamos a população a fazer sua parte."
Para o vice-presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência, Almir Scatambulo, a união de esforços é necessária para o desenvolvimento da cidade. "Essa ação é um estímulo. Qualquer cidadão pode pegar um balde e limpar a placa em frente a sua casa", incentivou. Esta foi a segunda ação da CMTU. A primeira foi desenvolvida na semana passada, na Avenida Dez de Dezembro.

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