Representantes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) pediram ontem ao secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, que aumente a fiscalização e o policiamento ostensivo nos pontos mais críticos de assaltos na Capital paranaense. Este foi um dos pontos principais da pauta de reivindicações da categoria, que pede ainda o aumento do efetivo de policiais descaracterizados dentro dos ônibus, policiamento em terminais, uso de motocicletas nas regiões dos tubos.
‘‘Temos que evitar os assaltos e a violência. Vemos uma solução a longo prazo, mas temos que fazer algo imediatamente’’, declarou Denilson Pires da Silva, presidente do Sindimoc, ao lembrar que o uso dos cartões eletrônicos irá acabar com o problema num prazo de três anos. Dados do Sindimoc demonstram que o número de assaltos quase dobrou de janeiro a julho. Em janeiro, foram registrados 54 assaltos. Em julho, foram 100. Os locais mais visados pelos assaltantes são as linhas dos bairros Boqueirão, Carmo, Bairro Novo, Jardim Osternak, Vila Sandra, Vila Trindade (Curitiba), Jardim Graziéli (Almirante Tamandaré), Jardim Cláudia e Conjunto Áquila (Pinhais), Jardim Holandês, Águas Claras, Jardim Tropical, Vila Macedo e Guabirotuba (Piraquara), Campina Grande do Sul (Quatro Barras), Gralha Azul e Lourenço Pinto (Fazenda Rio Grande).
Os pontos assinalados pelos motoristas e cobradores serão repassados pelo secretário de Segurança para a Polícia Militar. ‘‘Vamos atender todas as reivindicações da categoria’’, declarou ele, ao afirmar que apenas não poderá colocar um maior efetivo de policiais nas ruas por estar impedido de fazer concurso público. (L.P.)

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