A maioria dos londrinenses aprovou a criação do novo bloqueto da Zona Azul, que permite estacionamento de 30 minutos e será comercializado a R$ 0,30. O decreto do Executivo deve ser publicado hoje no Jornal Oficial do Município e a novidade passa a vigorar a partir de sábado. Atualmente, somente duas alternativas são ofertadas aos motoristas, as ''folhas'' de uma hora (R$ 0,60) e de duas horas (R$ 1,20).
''Acho positivo, porque economiza. Se vou ficar 20 minutos, não tem porque pagar uma hora'', contabilizou o comerciante Luis Berti, 54, que utiliza a Zona Azul diariamente.
Para a estudante Sandra Rialto, 32, o bloqueto de 30 minutos vai incentivar o uso da Zona Azul. ''As vezes você vem correndo para o centro e, pelo fato de ter que pagar, acaba estacionando longe. Com esse talão vou acabar parando mais na Zona Azul.''
O presidente da Companhia Municipal da Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, concorda que a novidade deverá incrementar a arrecadação da Zona Azul em cerca de 10%. ''O mais importante é que democratiza mais o espaço, com maior rotatividade'', disse.
Do total arrecadado pela Zona Azul, cerca de R$ 100 mil por mês, 6% é repassado à CMTU e o restante é encaminhado para a Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), que administra a Zona Azul e oferece cursos profisionalizantes a 1.100 crianças e adolescentes.
O diretor-geral da Epesmel, padre Lídio Roman, disse que o novo talão vai propiciar o aumento da arrecadação sem prejudicar o usuário do serviço. ''O nosso intuito é justamente que reverta em aumento, devido ao reajuste de 24% que tiveram os meninos que trabalham na Zona Azul, sem repassar isso ao usuário'', justificou.
Sella garantiu que a tolerância de 15 minutos, apesar de não estar prevista na legislação, deverá ser mantida. A preocupação em manter o tempo de tolerânia é compartilhada pelo médico veterinário Eduargo Bignami, 36 anos. ''Se mantiverem os 15 minutos de tolerância, sem problema. É lógico que se pague apenas 30 minutos se for o tempo de permanência.''
Para o supervisor da Epesmel, Alexandre Accorse, 27, com a permanência do período de tolerância, a arrecadação somente vai aumentar com a conscientização do usuário. ''Tem gente que abusa dos 15 minutos. Vai melhorar se o usuário já colocar a folhinha quando estacionar. Tem gente que pede para somente colocar (o talão) se passar do tempo, aí fica naquela, as vezes paga, as vezes não'', relatou.

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