Marcos NegriniMáquinas trabalham na construção do pedágio na região de MaringáUma pesquisa realizada pela Viapar (Rodovias Integradas do Paraná), concessionária responsável pelo lote dois do Anel de Integração, mostra que os motoristas aprovam a cobrança de pedágio. Dividida por regiões, a pesquisa aponta que em todos os trechos do lote dois, com 474,1 quilômetros, o índice de aceitação da cobraça de pedágio é sempre superior a 60% dos entrevistados.
No trecho entre Maringá e Paranavaí, de 70 quilômetros, 65,1% dos entrevistados aprovam o pedágio, enquanto 23,5% disseram ser contra a cobrança. Entre Cambé e Mandaguari - cerca de 50 quilômetros - 71% dos usuários aceitam pagar para ter a rodovia melhor e 26,5% são contra o pedágio.
O maior índice de aceitação ficou no trecho entre Campo Mourão e Cascavel, onde 76,7% dos entrevistados aprovam a cobrança e 19,3% são contra. Entre Maringá e Campo Mourão, 73,3% são a favor do pedágio e 17,6% contra. Entre Maringá e Mandaguari, 68,8% aceitam a cobrança e 29,1% não.
Foram entrevistados, segundo o assessor de marketing da Viapar, Frederico De La Roque, dois mil usuários, sendo 66,9% de condutores de veículos pequenos, 27,3% de motoristas de caminhões e o restante de motociclistas e motoristas de ônibus. ‘‘Procuramos ouvir um universo de acordo com o tráfego registrado em cada trecho’’, explica. Em cada trecho pesquisado será implantada uma praça de pedágio.
A partir de maio, quando começa a ser cobrado o pedágio, La Roque garante que todas as estradas do lote dois estarão recuperadas. Entre os trabalhos emergenciais que estão sendo realizados consta a melhoria na pavimentação, limpeza das margens e acostamentos e nova sinalização horizontal e vertical, além de drenagem de alguns trechos e obras de infra-estrutura. ‘‘A Viapar está investindo R$ 50 milhões apenas nesta primeira etapa e vamos ter as rodovias em ordem antes da cobrança do pedágio’’, garante. O valor ainda não está definido, mas deve fica em torno de R$ 2,00 para veículos leves.
Segundo De La Roque, a empresa pretende ouvir os usuários também para fazer todo trabalho de melhoria das pistas. ‘‘A pesquisa de aceitação do pedágio já apontou as prioridades para a recuperação, segundo a opinião do próprio usuário’’, diz ele. Entre as principais reivindicações dos motoristas está a melhoria do acostamento, problemas de pista estreita em alguns pontos, falta de escoamento da água da chuva e sinalização deficiente.

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