Motoristas agridem funcionários
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de março de 1999
James Alberti 
Dois motoristas são acusados de agredir, ontem à tarde, dois funcionários da concessionária Ecovia, que administra a BR-277 entre Curitiba e Paranaguá. A agressão ocorreu no quilômetro 14, quando os motoristas faziam um protesto contra a demora do Porto de Paranaguá na descarga dos caminhões que transportam soja.
Apesar da participação no protesto ser maciça, apenas dois motoristas são acusados de agredir os funcionários. Os empregados da Ecovia teriam recebido socos, ponta-pés e chutes quando tentavam orientar o trânsito e impedir que o fluxo de veículos fosse impedido. A rodovia ficou interditada por poucos minutos.
Patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no local, mas os motoristas haviam fugido. Segundo a assessora de imprensa da Ecovia, Maria Luiza Caldas, os motoristas dirigiam o Scania vermelho, placas GKO-5794 de Morretes, e o Volvo branco, placas DCL-2894, de Curitiba. No momento da manifestação, a fila tinha cerca de 20 quilômetros, segundo a assessora.
Conforme Maria Luiza, dos dois funcionários, o inspetor de trânsito Sandro Roberto Aurélio, 37 anos, foi o que ficou mais ferido. Ele fez exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá e registrou queixa na delegacia da cidade.
A estrada havia sido interrompida por um caminhão por volta das 14h15, segundo Maria Luiza. Ela disse que o Centro de Controle Operacional (CCO) da empresa foi informado pelo telefone de serviço e pelo posto da PRF do distrito de Alexandra (Paranaguá). Ao chegar no local, conforme Maria, os funcionários pediram reforço ao CCO porque estavam sendo agredidos. A Folha não conseguiu contato com o Porto de Paranaguá para explicar os motivos do atraso no descarregamento dos caminhões.


