Londrina
Motoristas e cobradores do transporte coletivo urbano não vão paralisar atividades a partir de hoje, como haviam ameaçado nos últimos dias caso não recebessem reajuste salarial de 15%. A informação foi dada ontem à noite pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Londrina (Sintrol), Evanildo Pinto Rodrigues, que diz estar analisando a proposta de 11% de aumento, oferecida pelas empresas.
A greve foi decidida por assembléia na semana passada. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Metropolitano de Londrina (Metrolon) e as empresas Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e Francovig foram notificadas sobre a paralisação, que poderia ser iniciada após o prazo mínimo de 72 horas.
Anteontem à tarde, representantes dos trabalhadores e das empresas se reuniram na Delegacia Regional do Trabalho, mas não chegaram a um consenso. O Sintrol insistia no reajuste mínimo de 15% enquanto que o sindicato patronal oferecia no máximo 10%. Evanildo Rodrigues esclareceu ontem que, durante a reunião, as empresas chegaram a oferecer 11%, mas preferiu não revelar nada no dia porque a proposta ainda era prematura. ‘‘Mas hoje (ontem) a proposta foi melhorada.’
A oferta dos patrões seria analisada ontem à noite pela diretoria do sindicato e pela comissão de negociação. O presidente do Sintrol adianta que hoje deve ser realizada uma assembléia para a categoria decidir se aceita ou não a proposta. Ele afirma que a greve imediata está descartada, mas ainda pode ocorrer paralisação nos próximos dias se os trabalhadores não acatarem a oferta patronal.
A data-base da categoria é julho e ao todo, são 1.512 trabalhadores. Se a proposta de 10% de reajuste for aceita, o salário do motorista sobe para R$ 640,00 e o do cobrador para R$ 396,00. A jornada de trabalho de seis horas e os 2% de anuênio serão mantidos.

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